O próximo encontro

2º Encontro — Évora

Coroada pela sua imponente catedral, Évora recorta-se sobre uma suave colina no vasto horizonte da planície alentejana.

Templo Romano de Évora, com a Igreja de São João ao fundo

2028

Évora recebe o 2º Encontro dos Missionários Digitais.

Património Mundial

Centro Histórico classificado pela UNESCO desde 1986.

Liberalitas Julia

O nome romano de uma cidade com dois milénios de história.

Cidade universitária

Candidata a Capital Europeia da Cultura 2027.

Coroada pela sua imponente catedral, Évora recorta-se sobre uma suave colina no vasto horizonte da planície alentejana, e guarda o seu centro histórico, rodeado de uma vasta cintura de muralhas, uma valiosa herança cultural que a UNESCO classificou de Património da Humanidade. A cidade, onde as ruas estreitas de evocação mourisca contrastam com praças inundadas de luz, assenta sobre dois milénios de história.

Conquistada em 59 a.C. pelos Romanos, que lhe deram o nome de "Liberalitas Julia", Évora adquiriu grande importância como atestam os vestígios ainda hoje visíveis e de que são exemplos as ruínas de um gracioso templo dos finais do séc. II, vários troços de muralha e a porta chamada de Dona Isabel, bem como as ruínas das termas da cidade sob o edifício da Câmara Municipal.

Do período visigodo (sécs. V-VIII) pouco resta para ver. Seguiu-se o domínio muçulmano, iniciado com a conquista da cidade por Tárique, que iria perdurar até à Reconquista cristã, no séc. XII. Yeborah, como passou a chamar-se, fixou na sua toponímia traços indeléveis de influência mourisca, que sobressaem no bairro da Mouraria.

Após a Reconquista, delineou-se, para além da cerca velha, nova malha urbana irradiando das portas da muralha. A cidade, eleita por vários reis de Portugal da primeira e segunda dinastias para sede da corte, foi então enriquecida com palácios e monumentos, sobretudo nos reinados de D. João II e D. Manuel (sécs. XV e XVI).

Sé Catedral de Évora vista do claustro
Praça do Giraldo, no coração de Évora
Capela dos Ossos, na Igreja de São Francisco
Rua do centro histórico de Évora ao anoitecer
Capitéis do Templo Romano de Évora
Esplanadas no centro histórico de Évora

Beleza natural, riqueza monumental e desenvolvimento

Beleza natural, riqueza monumental e desenvolvimento. Évora é uma cidade histórica de grande beleza, mas fora do centro urbano, a região continua a ostentar a sua riqueza patrimonial, nomeadamente pela existência de valiosos testemunhos da monumentalidade megalítica. A paisagem rural do Concelho caracteriza-se pela existência de extensas manchas de floresta de sobro e azinho conjugadas com áreas de pastagens, de olival, vinhas e algumas culturas de regadio alimentadas pela rede hidráulica do Alqueva.

No Centro Histórico de Évora, rodeado em todo o seu perímetro por belas muralhas, vivem memórias históricas em cada rua, em cada casa, em cada habitante. Évora é herdeira de uma rica e diversificada herança cultural, construída e preservada ao longo de milénios de história. Habitada desde o período neolítico, as suas praças e monumentos falam sobre a história local e nacional, a religião e a cultura de um povo que se orgulha do seu passado e do seu presente. A riqueza monumental desta cidade que, sendo histórica, é ao mesmo tempo viva, dinâmica e moderna, motivou a classificação como Património Mundial em 1986 pela UNESCO, o que consolidou a cidade como principal polo de atração turística da região.

Évora é uma cidade de média dimensão que assume claramente a sua identidade cultural e patrimonial. Esta identidade, de raízes bem sustentadas nas políticas municipais de apoio, preservação e promoção, aliada à forte dinâmica cultural que marcou a vida da cidade nos últimos anos, levou a um importante compromisso de toda a sociedade: a candidatura a Cidade Capital Europeia da Cultura 2027.

Preservar o património é manter viva a História da Cidade. Évora é por isso uma cidade de cultura porque preserva, defende e valoriza o seu património. Os numerosos museus, os monumentos seculares e milenares, o casario único que compõe o Centro Histórico, cada detalhe de cada fachada, cada porta de postigo, cada janela ou varanda gradeada, cada pedra da calçada que caracteriza as ruas e travessas que tecem uma malha de encontros a cada esquina. Tudo isto casa com as tradições, abraça os hábitos, os costumes, a vida de quem lá vive.

Mais do que os monumentos icónicos como o Templo Romano, a Sé Catedral, a Igreja de S. Francisco com a Capela dos Ossos, o Aqueduto da Água da Prata, as Muralhas Fernandinas, o Teatro Garcia de Resende, o Palácio de D. Manuel, entre outros, mais do que o conjunto de edifícios classificados, igrejas, conventos, palacetes e casas senhoriais que merecem a atenção dos visitantes, Évora é um todo: uma conjugação harmoniosa de elementos arquitetónicos, onde o mais imponente se integra no mais simples, e toda esta simplicidade se torna imponente.

Caminhe a seu gosto pelas ruas, absorvendo a alma secreta que a diversidade de culturas seculares sedimentou nesta cidade do Mundo. Excelentes restaurantes, bares, esplanadas, boas lojas de arte popular, gente jovem que frequenta a sua Universidade são a expressão da dinâmica de um presente que se afirma nas raízes do passado.